A Campus Party é um espaço democrático, aberto para todas as idades: desde os campuseiros mirins, que vêm ao maior evento de tecnologia do país acompanhados dos pais, até os palestrantes, que são mundialmente conhecidos ou ainda grandes promessas, como o jovem Jorge Tinoco.
Aos 13 anos e com um quociente de inteligência (QI) 153 - enquanto a média mundial é 100 - Tinoco foi palestrante na última quarta-feira (29/1) em um dos palcos da Campus, onde falou sobre a sua experiência como programador - atividade que começou a interessá-lo aos 9 anos de idade -, e sobre as dificuldades que crianças e adolescentes com altas habilidades, como ele, enfrentam no dia a dia das escolas do país. "As pessoas com uma inteligência maior, ou com facilidade em áreas específicas, recebem um conteúdo nas escolas que para elas é muito simples, fácil, e acaba diminuindo a performance que elas poderiam ter", explica Jorge, que teve um período com notas muito baixas em matemática na escola, quando na realidade tem muita facilidade com números. "Decidi estudar todo o conteúdo até o 2º ano de uma vez só. Eu entendia, me divertia, achava desafio naquilo, diferente de quando eu estava na escola", relata.
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