terça-feira, 12 de novembro de 2013

Brasileiro pode confiar na Black Friday, afirma organizador

terça-feira, 12 de novembro de 2013 - by Isaias Santos 0


A Black Friday saiu de 2012 com a imagem arranhada: preços foram inflados, consumidores ficaram desconfiados e o Procon cobrou explicações das gigantes varejistas. Para o homem por trás do evento, isso tudo é passado. "O consumidor não é burro, se vendemos tudo aquilo que vendemos é porque foram encontrados bons preços", garante Pedro Eugenio, CEO do Busca Descontos, empresa que organiza a coisa por aqui.

Em entrevista, Eugenio reconheceu que em 2012 algumas lojas podem ter maquiado seus preços. Mas, falando sempre em "uma minoria", ele afirmou que os problemas não chegaram a representar 1% das operações - houve menos de 40 reclamações ao Procon em meio aos mais de 500 mil pedidos. "Não podemos deixar a Black Friday morrer por causa de uns poucos", declarou.


Só que os consumidores não perdoaram - tanto que deram ao evento o nome alternativo "Black Fraude" e o slogan "tudo pela metade do dobro". Então o Busca Descontos foi buscar inspiração no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) para proteger a Black Friday - porque, afinal, Eugenio é publicitário.

Neste ano o evento conta com um código avalizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico que tem de ser seguido por todas as lojas envolvidas; também foi fechada parceria com o Instituto Sieve (especializado em precificação no comércio eletrônico) e com o ReclameAqui, que terá um canal exclusivo para denúncias sobre a Black Friday.

O Busca Descontos espera que as cerca de 120 lojas participantes elevem a receita da Black Friday em mais de 50%, chegando aos R$ 340 milhões neste ano em comparação com R$ 217 milhões de 2012. Já a E-bit é mais otimista, acreditando que se alcance R$ 390 milhões, o que seria uma alta de 60% - na conta deles foi alcançado R$ 243, 8 milhões.

"No ano passado [a Black Friday] foi a data que mais vendeu na história do e-commerce nacional, e hoje já é a grande responsável por antecipar as compras de Natal - antes elas começavam de duas a três semanas antes, mas agora começam em novembro."

Segundo o executivo, em 2012 muitos clientes se equivocaram quanto à natureza do evento e esperavam ver todos os produtos com preços diferentes. "Não é 100% do catálogo [que tem desconto]", esclareceu. Para não passar por enganos o ideal é procurar por hotsites ou selos que identifiquem claramente a participação de um produto na BlackFriday. Isso e conferir o site oficial, também.

Fonte +Olhar Digital 

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